Não sei se você já deve ter ouvido o termo bulimia nervosa, mas esse transtorno alimentar grave é mais frequente do que se pode imaginar. 

A compulsão alimentar é um ponto central desse comportamento e tal ciclo pode levar a uma série de complicações médicas e psicológicas graves.

Em relação à saúde mental, a bulimia nervosa é uma “resposta” à luta contra sentimentos e sensações como vergonha, baixa autoestima, timidez e culpa. Combater a bulimia nervosa é uma tarefa complexa, portanto, é necessário uma abordagem multidisciplinar e humanizada.

 

Vamos dialogar mais sobre a bulimia nervosa? Continue lendo este artigo! 

 

Desafios específicos da bulimia nervosa

Conviver com a bulimia nervosa é enfrentar frequentes desafios que impactam diretamente na saúde física e mental. Os principais desafios são as compulsões alimentares, comportamentos purgativos (provocar o vômito) e impactos mentais e físicos. 

A compulsão alimentar é presente na vida de quem vive com a bulimia nervosa, onde a pessoa ingere altas quantidades de comida rapidamente, no entanto, logo depois sente culpa por ter feito isso. Além da culpa, a vergonha também faz parte desses sentimentos. 

Pode ser provocado por insatisfação corporal e dietas restritivas, por exemplo. Já no caso do comportamento purgativo, após a ingestão de alimentos excessiva, a pessoa possui comportamentos como provocar vômito, praticar exercícios exaustivos, usar laxantes e realizar jejum prolongado. 

Os impactos psicológicos e físicos são frequentes, isso porque a pessoa com bulimia nervosa pode desenvolver ansiedade, depressão, o que afeta áreas da sua vida, como trabalho e escola. Além disso, os efeitos também causam inflamação no esôfago, arritmias cardíacas e desnutrição. 

Estratégias de controle

O tratamento da bulimia nervosa deve ser feito de maneira multidisciplinar, sensível e humanizada, com o acompanhamento psicológico, endocrinológico e nutricional. Mas podemos desenvolver estratégias de controle para lidar da melhor forma possível com os sintomas. 

A partir da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), podemos reconhecer os gatilhos, estimular o autoconhecimento em relação ao peso, corpo e alimentação – de maneira consciente, desenvolver  para lidar com a ansiedade sem a compulsão alimentar. 

Também podemos aplicar habilidades de enfrentamento no dia a dia com o estabelecimento de rotinas alimentares regulares e estimular a prática de exercícios físicos e meditação para lidar com momentos estressantes. 

Claro, um trabalho educativo de conscientização deve ser realizado com o paciente, especialmente para reduzir o estigma e encorajar a busca por tratamento. Informações seguras sobre o tratamento serão compartilhadas com o paciente e a sua família.

Promoção de uma relação saudável com a alimentação

Promoção de uma relação saudável com a alimentação

De todo modo, o paciente deve ser estimulado, a partir do acompanhamento multidisciplinar, a construir um ambiente alimentar positivo e com metas para manter uma alimentação consciente, equilibrada e saudável. 

Com estratégias personalizadas e direcionadas à condição, além do apoio adequado, conseguimos superar os desafios da bulimia e promover uma relação saudável e positiva com a sua alimentação. Estamos juntos! 

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Sobre o(a) autor(a): Dra. Stefânie Rodrigues

Dra. Stefânie Rodrigues é Médica Psiquiátrica, formada na Universidade Federal de Campina Grande, com residência em Psiquiatria no Hospital Municipal do Campo Limpo, em São Paulo, SP. Atualmente, realiza Pós-Graduação em Psiquiatria Infantil na POSFG (SP).


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