Há um questionamento frequente entre a disparidade entre a saúde mental de mulheres e homens. De fato, há uma percepção comum de que as mulheres enfrentam mais desafios nesse aspecto, mas será que isso é realmente verdade? Essa é a reflexão que quero compartilhar aqui.

Neste artigo, vamos desvendar essa questão, analisando fatores sociais, biológicos e culturais que podem influenciar a saúde mental, independente do gênero. Se você busca entender melhor o panorama da saúde mental, este guia é para você.

 

Você vai entender mais sobre: 

  • O cenário atual: a aparente disparidade
  • Biologia e gênero: fatores que podem influenciar
  • Fatores sociais e culturais: o papel determinante 
  • Abordagem terapêutica equitativa

 

O cenário atual: a aparente disparidade

O cenário atual: a aparente disparidade

De acordo com um levantamento do Cactus Instituto, em relação às mulheres, a taxa de depressão é, em média, mais do que o dobro da taxa de homens com a mesma condição

São diversas as expectativas sociais impostas para mulheres, claro, isso impacta a saúde mental. Isso porque elas são mais cobradas para lidar com a rotina, especialmente aquelas que são mães e estão inseridas no mercado de trabalho. 

Os estereótipos de gênero também geram um impacto significativo na saúde mental das mulheres. Elas precisam lidar ainda mais com seus receios, medos, comportamentos, relações sociais e necessidade de se encaixar em um padrão social.

Biologia, gênero e sociedade: fatores que podem influenciar

O principal diferencial biológico entre homens e mulheres é a questão hormonal. As mulheres possuem hormônios que influenciam diretamente o humor e, por consequência, sua saúde mental feminina. Tudo está interligado.

São diversas oscilações que acontecem durante o mês, desde o ciclo menstrual até a menopausa, por exemplo. Isso impacta no equilíbrio das emoções no dia a dia. Ou seja, em relação aos homens, as mulheres estão mais suscetíveis às alterações hormonais

Por isso, é necessário que a mulher consiga se acolher e ter uma rede de apoio para lidar com suas emoções. Dessa forma, deve ser levado em conta que há complexidades do corpo e da mente feminina.

Como citado acima, as mulheres precisam lidar com estereótipos de gênero e diversas outras questões sociais e culturais. As pressões de gênero acontecem e, para combatê-las, podemos criar redes de apoio para desconstruí-las.

Abordagem terapêutica equitativa

Abordagem terapêutica equitativa

A importância de uma abordagem individualizada na saúde mental, levando em consideração as experiências únicas de cada pessoa, é um passo essencial para lidar com as emoções.

A partir disso, é possível criar estratégias de apoio específicas para mulheres e homens, reconhecendo as possíveis diferenças nas necessidades.

Desse modo, precisamos compreender que as mulheres enfrentam mais problemas de saúde mental, logo, é essencial para uma abordagem inclusiva e equitativa. Compreender as nuances biológicas, sociais e culturais pode ajudar a construir uma visão mais completa da saúde mental, promovendo estratégias de prevenção e tratamento mais eficazes para todos.

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Sobre o(a) autor(a): Dra. Stefânie Rodrigues

Dra. Stefânie Rodrigues é Médica Psiquiátrica, formada na Universidade Federal de Campina Grande, com residência em Psiquiatria no Hospital Municipal do Campo Limpo, em São Paulo, SP. Atualmente, realiza Pós-Graduação em Psiquiatria Infantil na POSFG (SP).


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