Em meio ao cenário diverso da saúde, a faringite emerge como um assunto frequente, embora também seja muitas vezes subestimada em meio da rotina tumultuada de cada um.

Essa inflamação, que aparece na região da faringe, o elo crucial entre nariz, boca e laringe, precisa de uma exploração minuciosa e cuidadosa, e é por isso que estou aqui!

Neste artigo, iremos desvendar os detalhes da faringite, desde suas origens e sintomas até estratégias de tratamento e prevenção, na busca por um entendimento abrangente desse capítulo comum da nossa jornada na saúde do corpo.

Entenda o que é faringite

Essa é uma inflamação na faringe que pode ter múltiplas origens, sendo as mais comuns associadas a vírus e bactérias. Entre os vilões virais, destacam-se adenovírus, rinovírus, parainfluenza.

Por outro lado, os estreptococos do grupo A são os principais responsáveis pela faringite bacteriana, o que demanda uma atenção especial devido ao potencial de sequelas, como a febre reumática.

Outras causas possíveis são doença do refluxo gastro esofágico, rinite e sinusite promovendo irritação na faringe.

Entre os sintomas, que muitas vezes podem ser difíceis de distinguir entre variantes viral e bacteriana, estão inclusos as conhecidas dores de garganta, dificuldade ao engolir, aumento dos gânglios linfáticos e febre.

Para chegar a esse diagnóstico correto do tipo de faringite, é preciso que primeiramente ocorra um atendimento médico. A partir daí, exames rápidos são feitos e, a partir da identificação da presença de estreptococos, é chegada a uma conclusão.

Autocuidados essenciais

No arsenal de autocuidados para enfrentar a faringite, a hidratação assume o papel principal. Consumir, no mínimo, dois litros de água diariamente é essencial para aliviar a irritação e promover a recuperação.

Uma outra ajuda pode envolver gargarejos com soluções salinas e a incorporação de chás medicinais, como camomila e hortelã, que demonstram eficácia na redução da irritação.

O hábito de evitar irritantes ambientais, como fumaça de cigarro e poluição, é outro fator crucial para evitar agravamento dos sintomas. E, junto a isso, a ventilação adequada dos ambientes, assim como sua limpeza, e a atenção ao tempo de exposição em locais fechados também se mostram estratégias eficazes.

Autocuidados essenciais

A contribuição médica nos casos

Para entender a diferenciação entre faringite viral e bacteriana é vital um tratamento eficaz, pois cada uma tem suas próprias especificidades e, consequentemente, exige atitudes diferentes para que a situação do paciente melhore.

Enquanto a faringite viral demanda medidas sintomáticas, como analgésicos e anti-inflamatórios, já a variante bacteriana exige uma abordagem mais assertiva, com o uso de antibióticos, como penicilina.

O tratamento específico, contudo, é uma prerrogativa médica, e a automedicação, especialmente com antibióticos, deve ser evitada. Portanto, se tomar remédio sem prescrição médica por aí, entendido?!

A prevenção e a atenção para fugir da faringite

A prevenção da faringite é uma jornada contínua que começa com a adoção de hábitos saudáveis. Uma delas é a higiene bucal, um fator demasiadamente subestimado pelas pessoas, mas que é uma linha de defesa crucial contra infecções recorrentes.

Uma outra contribuição bastante eficaz para a prevenção é o acompanhamento regular com um otorrinolaringologista, pois é esse o médico especializado para casos de faringite, principalmente quando aparecem com alta frequência.

Além disso, práticas simples, como lavar as mãos regularmente, evitar o compartilhamento de utensílios pessoais e manter distância de pessoas doentes, também são excelentes ajudas.

E, não se esqueça, em dias com índices elevados de poluição, a permanência em ambientes fechados e o uso de máscaras também podem ser medidas preventivas adicionais!

A prevenção e a atenção para fugir da faringite

A sua faringe agradece por esse cuidado

A faringite, muitas vezes tratada como um incômodo passageiro, na verdade, merece nossa atenção e compreensão de forma profunda!

Ao entendê-la, é possível agir de maneira mais adequada durante os casos, adotando medidas de autocuidado, buscar intervenções médicas adequadas e priorizando a prevenção.

Assim, você constrói uma barreira sólida contra recorrências e mostra como a saúde da garganta é um elo vital em sua jornada diária!

 

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Sobre o(a) autor(a): Dr. Kallil Monteiro Fernandes

Dr. Kallil Monteiro Fernandes é Otorrinolaringologista, formado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com residência no Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal, RN. É membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e atende na Clínica Pedro Cavalcanti (Unidade Tirol).


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