Ações corriqueiras realizadas no dia a dia acontecem quase automaticamente e muitos nem percebem. Da mesma forma, a saúde às vezes também passa em branco, principalmente quando se trata de regiões que nem sempre estão em evidência nos debates.

Por exemplo, podemos falar da osteoporose, uma condição frequentemente vista como um problema que aflige as mulheres. No entanto, também há recorrentes casos com homens e, por isso, eles não devem negligenciar esse cuidado.

É pensando nisso que trago neste artigo uma exploração sobre a osteoporose em homens, desde suas causas até as opções de tratamento e prevenção. Se você ficar por dentro de como se dá o comportamento dessa condição, continue a leitura!

Uma realidade pouco reconhecida

A osteoporose, muitas vezes denominada “a doença silenciosa”, é uma condição que afeta principalmente a densidade mineral óssea, tornando os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas.

Pela maior frequência em mulheres, homens geralmente não consideram a osteoporose como uma ameaça, o que em muitas vezes resulta em muitos casos subdiagnosticados.

No entanto, não é nenhuma raridade que homens com mais de 50 anos desenvolvam pelo menos uma fratura relacionada à osteoporose durante a vida.

E é aí que o reconhecimento dos sintomas precoces, como dor óssea persistente e perda de altura, é fundamental para uma intervenção precoce e para evitar complicações mais graves.

Idoso tocando as costas

As causas em homens

Normalmente, os casos de osteoporose em homens têm forte relação com fatores hormonais. Isso porque à medida que eles envelhecem, a produção de testosterona diminui, e este hormônio desempenha um papel vital na manutenção da densidade óssea.

É com isso que, a partir desse momento, os baixos níveis de testosterona tendem a contribuir com a perda de massa óssea das pessoas.

Um dos fatores de risco está relacionado com o avanço da idade, já que a osteoporose é mais comum em pessoas idosas. Junto a isso, o histórico familiar também é uma predisposição que pode aumentar o risco.

Já o estilo de vida, como o consumo excessivo de álcool e tabagismo, bem como condições de saúde, como distúrbios hormonais, artrite reumatoide e uso prolongado de corticosteróides, são mais outros fatores contribuintes.

Avaliação para diagnóstico de casos

Para identificar a osteoporose em homens, o exame mais fundamental é a densitometria óssea, que é uma técnica de imagem que mede a densidade mineral dos ossos.

A partir dele, é possível avaliar a saúde óssea e identificar a perda de massa óssea em estágios iniciais, muito antes que ocorram fraturas. Além desse procedimento, outros testes podem ser úteis na avaliação da saúde óssea, como análises de sangue para verificar os níveis de cálcio e vitamina D.

Vale ressaltar que para tudo isso ocorrer bem, o diagnóstico precoce é crucial, pois é ele quem permite a intervenção rápida e a redução do risco de fraturas ósseas, que podem ser dolorosas e debilitantes.

Homem idoso se alongando

O bem-estar de volta com os cuidados

O tratamento da osteoporose em homens geralmente envolve o uso de medicamentos prescritos pelo médico, como bifosfonatos, que ajudam a fortalecer os ossos e reduzir o risco de fraturas. A suplementação de cálcio e vitamina D também pode ser recomendada.

No entanto, apesar dessas alternativas, a prevenção continua sendo a melhor forma na gestão da osteoporose. Uma dieta rica em cálcio e vitamina D, por exemplo, é essencial para manter a saúde óssea.

A prática regular de exercícios, como a musculação, também é altamente benéfica, já que ajuda a aumentar a massa muscular, exercendo uma pressão benéfica sobre os ossos, contribuindo para a prevenção da osteoporose.

Portanto, não deixe de adotar um estilo de vida saudável, de compreender as opções de tratamento e de sempre realizar os exames de diagnóstico. Esses são passos importantes na luta contra a osteoporose e possibilitam uma melhor qualidade de vida para todos!

Para mais conteúdos como este, fique atento aos próximos artigos aqui no site e me acompanhe através do Instagram: @verushkatinoco!

Sobre o(a) autor(a): Dra. Verushka Tinoco

Médica Endocrinologista há mais de uma década, possui residência em endocrinologia no Rio de Janeiro. Em seguida, se especializou em nutrição clínica (SP), oferecendo aos seus pacientes um atendimento personalizado, humanizado e assertivo.


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