Existem muitas dúvidas voltadas à realização da cirurgia bariátrica. Entre elas, destaco uma pergunta frequente: 

“Afinal, o que muda após o procedimento?”

Para responder a essa questão, é essencial entender que a cirurgia pode ser realizada por diferentes técnicas, cada uma com um processo de recuperação único, adaptado às necessidades e ao organismo de cada paciente.

Ficou interessado(a)? Acompanhe esta leitura e entenda tudo sobre o procedimento!

Conheça os principais tipos de cirurgia bariátrica

tipos de cirurgia bariátrica

É importante lembrar que a cirurgia bariátrica é um procedimento destinado a pessoas que enfrentam obesidade severa e não conseguiram resultados satisfatórios com dietas, exercícios e outros métodos.

Os tipos mais comuns de cirurgia bariátrica são:

  • Bypass Gástrico: redireciona os alimentos para uma pequena bolsa estomacal criada, o que limita a ingestão de comida e a absorção de calorias;
  • Sleeve Gástrico: consiste na remoção de parte do estômago, resultando em um estômago tubular que reduz a quantidade de alimentos consumidos;
  • Banda Gástrica Ajustável: uma banda é colocada ao redor da parte superior do estômago para criar uma pequena bolsa e um estreitamento, controlando assim a ingestão de alimentos;
  • Derivação Biliopancreática: remove uma grande parte do estômago e altera o curso normal do intestino, diminuindo a absorção de nutrientes e calorias.

Vale ressaltar que as duas técnicas mais usadas mundialmente são: o Bypass Gástrico e o Sleeve Gástrico. 

Cada técnica tem suas particularidades e deve ser escolhida com base nas condições de saúde do paciente e após uma avaliação médica detalhada. 

Descubra quais são as principais mudanças após o procedimento

Após a cirurgia bariátrica, os pacientes passam por uma série de mudanças importantes que afetam diversos aspectos da vida. São elas:

  • Alimentação: a capacidade gástrica do paciente é significativamente reduzida, o que exige uma reeducação alimentar. 

Inicialmente, a dieta é líquida, evoluindo para pastosa e, eventualmente, para alimentos sólidos em pequenas quantidades.

  • Nutrição: devido à alteração na absorção de nutrientes, os pacientes precisam de suplementação vitamínica e mineral para prevenir deficiências nutricionais, como cálcio, ferro, etc;
  • Atividade física: exercícios físicos tornam-se essenciais para manter a perda de peso e melhorar a saúde geral;
  • Emocional: o apoio psicológico é fundamental, pois muitos pacientes experimentam mudanças emocionais significativas. 

Ajustar-se a um novo estilo de vida e imagem corporal pode ser desafiador, e o suporte profissional ajuda a garantir uma transição saudável;

  • Mudanças fisiológicas: alterações hormonais e metabólicas após a cirurgia podem melhorar ou resolver condições associadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono;
  • Adaptação cotidiana: os pacientes bariátricos aprendem a reconhecer sinais de saciedade mais rapidamente e a evitar comportamentos alimentares prejudiciais. 

Essas mudanças requerem um compromisso contínuo e uma abordagem multidisciplinar para garantir o sucesso a longo prazo da cirurgia bariátrica. 

É um caminho desafiador, mas com o suporte adequado e mudanças consistentes no estilo de vida, os resultados podem ser extremamente positivos.

Por que é importante manter o acompanhamento endocrinológico?

endocrinologia e cirurgia bariátrica

O acompanhamento endocrinológico é um componente chave em todas as etapas da cirurgia bariátrica. 

Antes do procedimento, a endocrinologista avalia o paciente para garantir que ele esteja apto à cirurgia, além de prepará-lo para as possíveis mudanças que ocorrerão. 

Após a cirurgia, o acompanhamento continua sendo crucial. A especialista irá monitorar a saúde metabólica do paciente, ajustar medicamentos conforme necessário e assegurar que o equilíbrio hormonal seja mantido, o que é vital para o sucesso a longo prazo do procedimento.

Através do acompanhamento, também é possível orientar sobre a suplementação nutricional adequada, contribuindo para a gestão de condições associadas à obesidade, que podem melhorar significativamente após a cirurgia.

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Sobre o(a) autor(a): Dra. Tallita Vieira

Médica Endocrinologista graduada pela UFCG. Realizou residência em Clínica Médica no IMIP, em Recife/PE e, em seguida, residência médica em Endocrinologia e Metabologia no HUOL/UFRN


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