Todos os dias é comum nos depararmos com situações onde a atenção parece escorregar em tarefas diárias, especialmente em ambientes como escolas.

Isso nos leva ao aumento de diagnósticos de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), que gera uma dúvida: esse é um reflexo da realidade mais intensa atual ou um testemunho de uma maior conscientização e compreensão do transtorno?

Pensando nisso, preparei esse artigo onde nos aprofundaremos nessa discussão, explorando fatores que contribuem para o aumento de diagnósticos de TDAH e suas implicações na vida cotidiana.

Acompanhe o texto até o fim e saiba as atitudes adequadas a serem tomadas!

Criança com cabeça substituída por rabiscos

Entendendo esse transtorno

Cada vez mais falado, o TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta entre 5% e 8% da população mundial, conforme dados da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA).

Sua caracterização acontece pela desatenção, hiperatividade e impulsividade, com muitas manifestações surgindo já na infância, embora também possa persistir na vida adulta, levando a muitos pais terem filhos que também desenvolvem o transtorno.

Para chegar ao diagnóstico não é realizado nenhum exame específico, mas as ações acontecem clinicamente, muitas vezes apoiado por escalas e testes destinados a isso.

Leia também: Desvendando o autismo: reconheça sinais e como tratá-lo

Diagnósticos e a movimentação de casos

Se podemos falar que há uma crescente no número de diagnósticos de TDAH, é possível também dizer que isso pode estar atrelado a uma maior conscientização e desmistificação.

Avanços em pesquisas da área causam uma compreensão mais aprofundada, permitindo identificar casos que anteriormente poderiam passar despercebidos. E isso tudo dá a oportunidade a essas pessoas terem reconhecimento e acolhimento, o que é fundamental para todos, né?!

Além disso, mudanças na sociedade também desempenham um papel significativo, entendendo as camadas que envolvem os desafios emocionais e cognitivos dos pacientes, promovendo maiores aberturas e receptividade para o bem-estar de quem vive com TDAH.

Leia também: Quanto um medicamento antidepressivo pode me ajudar ou atrapalhar?

Desafios ainda presentes

E, por mais que a conscientização seja cada vez maior, isso não acaba com os desafios que ainda precisamos encarar. Existem ações que cercam o TDAH e necessitam de um cuidado para garantir o mais adequado tratamento para todos.

Por exemplo, no caso da medicalização excessiva, que pode levar a um uso indiscriminado de medicamentos, como a Ritalina, sendo extremamente prejudicial a longo prazo especialmente entre crianças e adolescentes.

Isso acaba gerando uma persistente discussão em torno da suposta “epidemia de diagnósticos”. E o que podemos tirar disso tudo? A necessidade de rigor no processo diagnóstico e das melhores alternativas para tratamento!

Identificar corretamente o TDAH é desafiador, afinal, seus sintomas podem se sobrepor a outros distúrbios ou características comportamentais. Por isso, é fundamental uma análise completa e uma investigação profunda por toda a vida dessas pessoas, a fim de entender cada detalhe que contribui para o diagnóstico preciso. 

Mãos segurando um quebra-cabeças de cabeça humana

Superando os impactos e buscando o bem-estar

Tratar o TDAH necessita de estratégias eficazes, que vão desde psicoterapias até, em alguns casos, medicamentos, tudo ocorrendo por meio de indicações médicas especialistas para cada necessidade.

Com isso em mente, é possível fazer com que crianças e adultos que têm o transtorno busquem alternativas mais assertivas para devolver o bem-estar.

E, em meio a isso tudo, é preciso encontrar um ponto de equilíbrio que reconheça e gere o apoio àqueles que realmente necessitam disso. Desde a informação, passando pela inclusão e chegando à conscientização, tudo isso contribui para uma vida mais saudável!

Gostou desse conteúdo? Acompanhe meus outros artigos aqui no blog Vitta e saiba mais sobre informações e dicas sobre psiquiatria e como manter uma boa saúde mental!

Sobre o(a) autor(a): Dra. Stefânie Rodrigues

Dra. Stefânie Rodrigues é Médica Psiquiátrica, formada na Universidade Federal de Campina Grande, com residência em Psiquiatria no Hospital Municipal do Campo Limpo, em São Paulo, SP. Atualmente, realiza Pós-Graduação em Psiquiatria Infantil na POSFG (SP).


    Compartilhe

    Deixar um comentário

    Artigos relacionados

    Voltar para artigos