Vivemos em uma era em que a busca por procedimentos estéticos tornou-se uma constante, impulsionada principalmente por ideais de beleza através de meios de comunicação, o que mexe com muitas pessoas.

E esse é o grande ponto, afinal, a procura pelos padrões ditos como ideais não apenas moldam o corpo, mas também deixam marcas profundas na saúde mental.

Para se aprofundar nesse assunto, trataremos aqui os impactos dessa tendência, o que mostra a complexa interação entre a distorção da imagem corporal e os vícios em procedimentos estéticos. Continue a leitura!

Leia também: Vícios: entenda como eles podem ser prazeres artificiais perigosos 

O que é distorção da imagem?

Isso vale ser ressaltado para além de uma simples insatisfação com a aparência, pois engloba uma percepção distorcida, muitas vezes alimentada por fatores psicológicos intrincados.

A decorrência provém, principalmente, da influência dos padrões sociais e culturais que desempenham um papel significativo, contribuindo para a criação de um ideal estético muitas vezes irreal.

É então que as pessoas chegam até aos procedimentos estéticos, nesse contexto, surgindo como uma tentativa de alcançar os tais padrões, mas, paradoxalmente, também tem a chance de agravar a insatisfação e perpetuar o ciclo de busca por correções…

Close do rosto de mulher com agulha próxima às rugas dos olhos

As consequências decorrentes

Os comportamentos viciantes relacionados a procedimentos estéticos não são apenas uma escolha estética, mas muitas vezes um sintoma de questões psicológicas mais profundas.

O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é um exemplo claro, onde a obsessão por cirurgias plásticas se mostra como uma espécie de reflexo da busca incessante por uma perfeição inatingível de forma problemática.

A compreensão dos motivadores psicológicos por trás desses vícios é crucial, pois destaca como a insatisfação persistente pode levar a uma espiral de procedimentos corretivos, impactando significativamente a saúde mental.

Leia também: Transtorno de Impulso: entenda, reconheça e busque as melhores saídas

O impacto mental

Ao analisarmos esse impacto na mente, vemos a necessidade de considerar transtornos específicos, como o já citado TDC.

A realização de procedimentos estéticos em indivíduos com esse transtorno deve ser contraindicada, pois é através disso que muitos podem ter os sintomas agravados.

Nesses casos, é imprescindível a intervenção psiquiátrica e o acompanhamento. Com essa contribuição, é possível visar tratar não apenas a manifestação exterior, mas as raízes psicológicas que cercam quem passa por isso.

É, em decorrência dessa situação, que a decisão sobre procedimentos estéticos precisa ser tomada com um olhar cuidadoso para a saúde mental do indivíduo!

Existem chances de evitar isso?

A prevenção da distorção da imagem corporal e vícios em procedimentos estéticos é real, mas requer uma abordagem abrangente.

Em um primeiro passo, psicoterapia é a ajuda fundamental. A partir dela, é possível desenvolver estratégias que promovam uma relação saudável com o corpo e a autoimagem de cada um.

Para esses casos, uma boa alternativa pode ser explorar abordagens terapêuticas que trabalham não apenas na superfície estética, mas também nas causas subjacentes.

As intervenções psiquiátricas também exercem contribuição, principalmente quando os casos estão em um grau de gravidade maior.

Nisso tudo, o importante é sempre buscar por profissionais de saúde mental ao notar os sinais prejudiciais dessas ações, afinal, a preocupação com a imagem corporal é uma ação preventiva valiosa, mas precisa do apoio e das ações adequadas.

Mulher com procedimento estético sendo realizado no seu rosto

O cuidado estético também é mental!

A complexidade da relação entre distorção da imagem corporal e vícios em procedimentos estéticos nos alerta para a necessidade de uma compreensão mais profunda desses fenômenos.

É crucial refletir sobre o equilíbrio delicado entre a busca pela estética desejada e a preservação da saúde mental duradoura.

Nisso, a chave reside em promover uma cultura de aceitação, autoestima saudável e decisões conscientes em relação aos procedimentos estéticos, reconhecendo que a verdadeira transformação começa de dentro para fora!

Gostou desse conteúdo? Acompanhe meus outros artigos aqui no blog Vitta e saiba mais sobre informações e dicas sobre psiquiatria e como manter uma boa saúde mental!

Sobre o(a) autor(a): Dra. Stefânie Rodrigues

Dra. Stefânie Rodrigues é Médica Psiquiátrica, formada na Universidade Federal de Campina Grande, com residência em Psiquiatria no Hospital Municipal do Campo Limpo, em São Paulo, SP. Atualmente, realiza Pós-Graduação em Psiquiatria Infantil na POSFG (SP).


    Compartilhe

    Deixar um comentário

    Artigos relacionados

    Voltar para artigos