Você já se pegou mexendo frequentemente nos cabelos, puxando ou enrolando-os constantemente, e até mesmo arrancando-os de forma compulsiva, como se fosse sem querer?

Se sim, talvez você esteja enfrentando um transtorno conhecido como tricotilomania, que envolve um delicado tema e precisa de sua atenção e cuidado para o bem de sua saúde mental.

Portanto, se você quer saber mais sobre esse transtorno, suas causas, sintomas e estratégias para lidar e superá-lo, continue a leitura desse artigo!

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Entendendo o impulso

A tricotilomania é uma desordem comportamental crônica caracterizada pelo impulso recorrente e incontrolável de arrancar fios ou tufos de cabelos do couro cabeludo, sobrancelhas, cílios ou de qualquer outra região do corpo.

Essas ações são acompanhadas por uma sensação de tensão crescente antes da realização do ato em si e, após, ocorre um alívio temporário, o que em muitas vezes pode ser seguido de prazer.

E, calma, se você percebeu que está passando por isso, saiba que não é a única pessoa assim! Em todo o mundo, estima-se que entre 1% e 2% da população passe por isso!

No entanto, é preciso ter cuidado, principalmente porque as causas desse transtorno ainda não são completamente compreendidas. Fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais são apontados como possíveis desencadeadores da tricotilomania, mas cada caso precisa de um estudo dedicado para um entendimento fiel.

Mulher usando espelho para ver espaços de seu cabelo

Estratégias de controle

Para controlar o impulso de arrancar cabelos, é preciso ter em mente o que se passa e partir para as variadas estratégias que podem ser empregadas.

Uma dessas oportunidades está na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que é uma abordagem eficaz da psicologia e ajuda na identificação dos gatilhos emocionais e em como aprender novos comportamentos para substituir esse hábito.

Além disso, também existem técnicas de conscientização e prevenção de recaídas, como o treinamento de reversão, que estimula a realização de exercícios de relaxamento para diminuir a tensão e favorecer o controle.

Nesses casos, é essencial uma rede de apoio, oferecendo suporte emocional e orientações específicas para lidar com os desafios dessa condição.

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Abordagens multidisciplinares no cuidado

Ainda falando sobre o tratamento, outro ponto importante é a adoção de uma equipe multidisciplinar para garantir o melhor cuidado ao paciente.

Dermatologistas surgem para desempenhar um papel crucial na avaliação da saúde do couro cabeludo e no tratamento das consequências físicas do arrancamento compulsivo de cabelo, oferecendo orientações e tratamentos dermatológicos específicos.

Já os profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, fornecem apoio emocional, terapias e tratamentos farmacológicos para abordar as questões subjacentes e os desequilíbrios neuroquímicos associados à tricotilomania.

Com a colaboração de diferentes áreas, é possível ter uma abordagem personalizada e focada nas especificidades do caso, visando não apenas controlar os sintomas, mas também promover a recuperação e o bem-estar geral do paciente.

Pessoa segurando pente com fios de cabelo

Superação e bem-estar

A tricotilomania pode ser um desafio, mas com o apoio adequado e o uso de estratégias comportamentais, é possível aprender a controlar esse impulso de arrancar cabelos.

Se você ou alguém que você conhece está enfrentando esse transtorno, não hesite em buscar ajuda profissional!

Com o tratamento adequado, é possível melhorar a qualidade de vida e encontrar maneiras saudáveis de lidar com a tricotilomania. Lembre-se, você não está sozinho nessa jornada.

Gostou desse conteúdo? Acompanhe meus outros artigos aqui no blog Vitta e saiba mais sobre informações e dicas sobre psiquiatria e como manter uma boa saúde mental!

Sobre o(a) autor(a): Dra. Stefânie Rodrigues

Dra. Stefânie Rodrigues é Médica Psiquiátrica, formada na Universidade Federal de Campina Grande, com residência em Psiquiatria no Hospital Municipal do Campo Limpo, em São Paulo, SP. Atualmente, realiza Pós-Graduação em Psiquiatria Infantil na POSFG (SP).


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